sábado, 23 de agosto de 2014
Caso Ana Lídia(Os suspeitos: filhos de políticos e o Senador Collor de Mello)
Os suspeitos: filhos de políticos e até futuro presidente.Os suspeitos do crime foram o seu próprio irmão Álvaro Henrique Braga (que, juntamente com a namorada, Gilma Varela de Albuquerque, teria vendido a menina para traficantes) e alguns filhos de políticos e importantes membros da sociedade brasiliense. Mas os culpados nunca foram apontados e o caso Ana Lídia se tornou mais um símbolo da impunidade em Brasília.
As investigações apontaram que Ana Lídia foi levada ao sítio do então Vice-Líder da Arena no Senado, Eurico Resende, situado em Sobradinho, no Distrito Federal. Testemunhas disseram que à noite, Álvaro e a namorada saíram e deixaram a menina com Alfredo Buzaid Júnior, Eduardo Ribeiro Resende (filho do senador, dono do sítio) e Raimundo Lacerda Duque, conhecido traficante de drogas de Brasília. Quando voltaram ao sítio, encontraram Ana Lídia morta. Como o principal suspeito era o filho do então Ministro da Justiça Alfredo Buzaid uma grande polêmica se formou em torno do caso.
Foi sequestrada, torturada, cabelos cortados, queimada por ponta de cigarros e acredite, após ser morta por asfixia, foi estuprada. Seu copo foi encontrado perto da Universidade de Brasília.
Entre os suspeitos estava também o futuro Presidente da República Fernando Collor de Mello, que, na época, tinha 24 anos de idade. Não há evidência que Collor esteja envolvido no crime, mas mesmo assim durante a campanha eleitoral de 1989 Collor foi acusado de ter participado do crime.
O caso é abafado pela ditadura militar
Em um momento da história nacional em que a ditadura militar controlava as investigações que lhe diziam respeito, como era de se esperar, não houve muito rigor nas investigações. Digitais não foram procuradas no corpo da menina, as marcas de pneus foram esquecidas e sequer se efetuou análises comparativas do esperma encontrado nas camisinhas com o dos suspeitos. E o que era mais estranho: houve uma grande passividade por parte dos próprios familiares de Ana Lídia.
A força do poder dominante para sufocar a divulgação do assunto pode ser medida por um episódio citado por Jávier Godinho em sua obra "A Imprensa Amordaçada". No dia 20 de maio de 1974 jornais, rádios e estações de televisão do país receberam o seguinte comunicado do Departamento de Polícia Federal:
De ordem superior, fica terminantemente proibida a divulgação através dos meios de comunicação social escrito, falado, televisado, comentários, transcrição, referências e outras matérias sobre caso Ana Lídia e Rosana.
—Polícia Federal
Rosana Pandim se tratava de outra garota desaparecida com 11 anos de idade em Goiânia, no mesmo ano da morte de Ana Lídia. Mas, ao contrário do que aconteceu com a menina de Brasília, o corpo de Rosana jamais foi encontrado.
A Reabertura do Processo
Depois que se passaram treze anos da execução do crime o processo foi reaberto porque surgiram novidades sobre o assassinato. A repórter Mônica Teixeira, da Vídeo Abril, garantiu ter testemunhas que poderiam provar que o autor do crime era mesmo o filho do ex-Ministro da Justiça, Alfredo Buzaid, e que, apesar de a imprensa ter noticiado que ele havia morrido em um acidente, dois anos depois do crime, Mônica garantiu que ele ainda estava bem vivo no ano de 1985. Mais uma vez fatos estranhos aconteceram: algumas das testemunhas simplesmente morreram após serem intimadas para depor e não foi imediatamente permitida a exumação do corpo, sendo o processo novamente fechado por suposta falta de provas.
Em 1986, após um ano do pedido inicial, a exumação do corpo de Alfredo Buzaid Junior foi autorizada. Porém, por engano ou descuido da polícia, o corpo exumado foi o de Felício Buzaid, avô do acusado, falecido em 1966. Após uma segunda tentativa, um segundo cadáver, supostamente de Alfredo Buzaid Junior, foi entregue ao IML. Por algum motivo não explicado, os dentes do cadáver estavam removidos, impossibilitando o reconhecimento por arcada dentária (não existia o procedimento de testes de DNA na época). Mesmo assim, em julho de 1986, o legista José Antônio Mello declarou que o corpo enterrado era realmente de Alfredo Buzaid Junior.
O Parque Ana Lídia e a menina santa
Até hoje não houve um desfecho para o caso e ninguém foi punido pelos crimes cometidos. Em homenagem à menina, uma região do chamado Parque da Cidade, próximo à entrada do Setor Hoteleiro Sul, em que estão instalados diversos brinquedos para crianças, passou a ser denominado Parque Ana Lídia. Pela circunstâncias de seu martírio, seu túmulo é um dos mais visitados no cemitério da cidade, sendo cultuada por devotos que acreditam em milagres feitos pela menina, agora considerada uma santa.
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Ana_L%C3%ADdia
Denuncia do Deputado Estadual Adriano Diogo-PT, pelo estado de São Paulo em 2009
30 DE NOVEMBRO DE 2009
170ª SESSÃO ORDINÁRIA
O SR. ADRIANO DIOGO - PT - SEM REVISÃO DO ORADOR - Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas, V. Exas. estavam falando de bandidinhos, e vou falar de bandidões. Seus apelidos: Alicate, Escovão, Pudim, Helinho, Zé das Vacas, Teo, Alvrinho, Pafon, Lula, Lurdinha, Alex, Pepê.
Quem são esses moços?
Na década de 60, os apelidos acima identificavam os jovens que ajudaram a construir a história da primeira geração de adolescentes da capital federal. Filhos de senadores, de deputados, empresários, diplomatas ou ilustres desconhecidos, eles compartilharam não só o jeans surrado, as noitadas no cerrado, o gosto musical. Juntos, fizeram parte de uma experiência de ensino que celebrou a liberdade e a ousadia em época de extrema repressão.
Quase mil adolescentes figuraram na lista de alunos do Centro Integrado de Ensino Médio, o Ciem, uma escola de segundo grau idealizada para ser um laboratório pedagógico da Universidade de Brasília (UnB), que nasceu e morreu nos braços da ditadura.
Há 30 anos, completados no final de janeiro, as portas do Ciem foram fechadas pelos militares. Nos poucos anos em que funcionou, de 1964 a 1971, o colégio não apenas formou alunos, mas introduziu muitos no movimento estudantil, incutiu neles o gosto pela política, pelo pensamento livre e pelo espírito democrático. O clima revolucionário era tal que a escola protagonizou a primeira expulsão em massa de uma turma de alunos em 1967.
O cenário de todas essas histórias era um colégio na 607 Norte, onde hoje funciona o ambulatório do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Ali, começou a trajetória de pessoas que hoje ocupam posições de destaque. Escondidos por trás de apelidos e diminutivos estão nomes de políticos como Pedro Parente (ministro-chefe da Casa Civil), o senador Teotônio Vilela Filho, o deputado federal Paulo Octávio (antigo PFL); os artistas Denise Bandeira e Cildo Meireles; donos de institutos de pesquisa, como Marcos Coimbra e Ricardo Penna.
Perseguidos políticos como os irmãos Norton e Honestino Guimarães, e Álvaro e Ana Amélia Lins Cavalcante; jornalistas como Hélio Doyle (Jornal do Brasil) e Sérgio Abranches (Veja) também fazem parte de uma geração que formou líderes na política, no meio empresarial e na vida acadêmica.
Coincidência ou obra do destino, a história do Ciem tem uma peculiaridade. Foi o único colégio a ter como alunos um senador e um Presidente da República cassados. Fernando Collor e Luiz Estevão sobreviveram incólumes a uma época em que os militares cassavam estudantes, mas não resistiram ao regime democrático. “O Ciem desenvolveu a inteligência dos alunos. Uns usaram para o bem, outros para o mal. A formação moral cada um trouxe de Casa”, analisa a professora Teresinha Rosa Cruz, 74 anos, autora do livro “Ciem/Unb: Uma experiência de uma Educação Interrompida”, que será lançado ainda nesse semestre.
Para ela, os meninos do Ciem eram adolescentes como todos os outros, mas que tiveram a chance de estudar numa escola que lhes permitia desenvolver a inteligência e a capacidade crítica. Naquela época, Luiz Estevão era apenas Escovão, apelido que ainda hoje persegue o ex-senador. E Collor atendia pela sugestiva alcunha de Alicate, homenagem às pernas tortas em forma de arco, que ele fez tanta questão de exibir durante a campanha presidencial de 1989.
Sabia-se deles pouco mais do que podiam mostrar nos dias inteiros em que passavam no Ciem, onde estudavam em tempo integral. Collor era o filho de senador que se vestia com blazer e chegava num carro com motorista, acompanhado do irmão Pedro, que mais tarde se tornaria o maior algoz do irmão. Já falava com dedo em riste, era faixa preta de caratê, e gostava de se exibir para as moças. Como outros filhos de políticos, entrou no Ciem sem passar pelo minivestibular que selecionava os alunos.
Luiz Estevão se destacava por sua inteligência e perspicácia, filho de gente rica, ativo participante da turma de jovens bem-sucedidos que assombrava as madrugadas durante farras homéricas na quase deserta Brasília. Era sempre o primeiro aluno. Dele, os colegas e professores esperavam um grande futuro em qualquer área - menos na política. “O Ciem revolucionou a cabeça daquela geração. Ensinava a aprender, a pensar, a criar”, testemunha o ex-senador.
Compartilham da mesma opinião pessoas que acabaram seguindo caminhos opostos após a experiência do Ciem. Como Regina Quintas (hoje Fittipaldi), moça do colégio Sacré Coeur de Marie, que chegou a ficar doente quando experimentou o excesso de liberdade do Ciem.
Por que estou fazendo essa introdução? Porque todos esses moços, eu vou continuar em outras explanações, fazem parte daquele triste assassinato daquela moça, de oito anos, Ana Lídia, que foi assassinada numa balada, onde estavam Fernando Collor de Melo, Paulo Octávio, Luiz Estevão, o filho do Buzaide.
Paulo Octávio, para limpar seu nome, casou com a neta do Juscelino Kubitschek. Esses são os moços que estão envolvidos no escândalo de Arruda. Colegas dele também.
Eles que pediram a perseguição e a morte, Deputado Milton Flávio, e V. Exa. vai entender o que estou dizendo, dos irmãos Guimarães, Ernestino e seu irmão. Esses mesmos moços, o DEM, os demos, os demônios da República. Os demônios. Deus exorcize toda essa quadrilha de demônios.
Fonte:http://www.al.sp.gov.br/StaticFile/integra_sessao/170aSO091130.htm
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